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DISPLASIA COXOFEMURAL

O que é?

     O termo displasia pode ser considerado como uma incongruência articular, onde as faces articulares não se apresentam uma perfeita harmonia, prejudicando deste modo o movimento articular. Este processo ocorre mais freqüentemente nas articulações coxofemural e úmero-radio-ulnar (cotovelo). Essas patologias tem ganhado grande importância devido ao aumento de sua incidência, considerada de grande importância em algumas raças como os rottweilers e pastores alemães. Os animais afetados apresentam dificuldade de locomoção e dores fortes nas articulações afetadas. Para diferenciarmos radiograficamente primeiro mostraremos a radiografia de um animal normal(foto 1) e depois de uma animal displásico(foto 2).

Como saber se meu cão é displásico?

     O diagnóstico da displasia coxofemural só pode ser confirmado através de exame radiológico ( raio x ) realizado por médicos veterinários capacitados em realizar esse exame, atendendo sempre as normas recomendadas pela ABRV ( Associação Brasileira de Radiologia Veterinária ). O médico veterinário irá analisar as faces articulares do fêmur e do acetábulo ( fossa localizada na bacia ), observando a conformação anatômica, se há pequenas fraturas ou formações inflamatórias no osso, além da harmonia que deve existir entre as faces articulares. Deve-se pensar na displasia coxofemural quando o cão apresenta claudicação ( manca ), evita apoiar o membro afetado, tem dificuldade em correr e passar por obstáculos como escadas ou batentes.

Como surge a displasia?

    Existem varias teorias em relação aos fatores predisponentes da displasia coxo-femural. A relação hereditária é a mais importante já que a doença é transmitida de pai para filho. Por isso os animais considerados positivos para displasia devem sair da linha reprodutiva, evitando assim a disseminação da patologia. Outro fator predisponente é uma alimentação excessivamente protéica na fase de crescimento, o que leva a uma formação muscular em desacordo com a formação óssea, sobrecarregando deste modo a articulação coxofemural, dando início assim ao processo degenerativo. Uma dieta rica em cálcio também é um fator predisponente, bem como o uso de piso liso nos canis que leva também a uma sobrecarga articular.

Como devo tratar a displasia?

     Existem dois tratamentos utilizados para a displasia coxofemural, sendo eles clínico ou cirúrgico. O tratamento clínico consiste consiste no uso de drogas que irão diminuir a sensibilidade da articulação, permitindo a eliminação da dor do paciente. Entretanto esse tratamento é puramente sintomático, pois não resolve o processo degenerativo da articulação. São utilizados como arma terapêutica os glicosaminoglicanos, que são precursores do líquido sinovial ( líquido da articulação) aumentando assim a lubrificação da articulação, diminuindo o atrito entre as faces articulares. Como observamos, os tratamentos clínicos são puramente sintomáticos, não resolvendo o processo degenerativo da articulação. Os tratamentos cirúrgicos consistem em realizar técnicas que reangulam a articulação, corrigindo a harmonia da articulação, parando deste modo o processo degenerativo (osteotomia tripla pélvica, foto 3), ou fazendo a substituição total de toda a articulação por próteses metálicas (substituição de toda a articulação, foto 4), ou ainda retirando cirurgicamente a causa da dor (ostectomia de cabeça e colo femural, foto 5). Cada procedimento acima citado deve ser indicado para cada grau de displasia, e deve ser realizado por cirurgiões veterinários devidamente capacitados para esses procedimentos.

Como devo prevenir a displasia?

     Para se ter um canil isento de displasia, deve-se ter um cuidado excessivo na aquisição de filhotes, que devem ser filhos de cães isentos de displasia; possuir instalações corretamente desenvolvidas para receber os animais, evitando principalmente pisos lisos, e sempre procurar orientação médico veterinária para assim poder ter uma criação correta e assim um canil de sucesso.

 
   
 
 
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